Sinopse: Quando Ônix perde seus pais em um acidente na estrada principal da Dinamarca a caminho da comemoração da sua formatura, ela não sabia que poderia sentir o que sentiu. Culpava a si mesma por ter causado aquele desastre e o pior se lamentava por não ter dado o devido valor aos seus pais. Mas já era tarde demais. Seus tios de criação ficam cientes do acidente e então convidam Ônix para morar com eles no interior de Londres. Apesar de estar confusa e muito mal, Ônix se dá a oportunidade de reviver. E fazendo isso ela encontra com o seu velho amigo de infância. Calebe fez Ônix esquecer da sua própria dor assim que ela olhou aqueles olhos verdes melancólicos. Descobrindo o porquê da melancolia Ônix soube que aquele sentimento de amizade já não poderia ser mais chamado de amizade.
O livro conta a história de Ônix, uma menina que perdeu seus pais aos dezoito anos e se sente culpada não só pelo acidente que os vitimou, como também por não ter lhes dado o devido valor quando vivos. Ao ir morar com seus tios em Londres, ela reencontra seu amigo de infância: Calebe e é aí que sua vida começa a mudar. Devo dizer que o livro não é bem o que eu esperava, pensei que fosse um romance do tipo água com açúcar, mas o livro cai bem mais para o lado do drama, e isso me surpreendeu. Não gosto muito de dramas, mas este livro conseguiu me conquistar. Gostei muito da luta pela superação da morte de entes queridos, e até mesmo a parte do sobrenatural caiu bem à história. O "segredo" de Calebe (que não vou contar para não dar spoiler) e o modo como eles lidam com isso é muito tocante, chorei algumas vezes durante a leitura, mas adorei! Só achei que para uma adolescente revoltada, Ônix tinha um vocabulário formal demais. O livro é curto, são 153 páginas, então a leitura é bem rápida e o enredo é ótimo, flui agradavelmente fácil. O final é bem realista, o que emociona ainda mais. Sinceramente não gostei do fim da história, não por ser ruim, é um ótimo final, mas achei muito triste.
"Ao entrar em meu quarto, mal espero para deitar, a visão turva me faz procurar pela cama, ao me deitar feito uma concha, me deixo levar pela lágrimas ansiosas para sair, eu as estava prendendo há tanto tempo que nem noto quando começo a soluçar. A culpa é maior do que a saudade. Definitivamente."
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