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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Resenha "Senhora, a Bruxa"

SinopseAurélia Camargo é poderosa. Rica, linda e solteira, ela consegue enfeitiçar todos os homens à sua volta. Uma mulher assim tinha que esconder algum segredo. Em 1875, José de Alencar criou Senhora, essa destruidora de corações que comprou o único homem que se atreveu abandoná-la. Nesta nova versão do romance clássico, feita por Angélica Lopes, o folhetim de época vira uma trama sobrenatural, com elementos de magia. A vingança de Aurélia contra o ex-namorado agora é elaborada com a ajuda das misteriosas irmãs Blair – feiticeiras celtas em busca de vida eterna, que há mais trezentos anos semeiam a discórdia entre os pobres casais apaixonados.









   Vamos à resenha de mais um livro da coleção Clássicos Fantásticos. Em "Senhora", obra escrita originalmente por José de Alencar e publicada em 1875, Aurélia Camargo é uma mulher vingativa e compra para si um marido: o único homem que se atreveu a abandoná-la. Nesta versão reescrita por Angélica Lopes, Aurélia é uma mulher doce e sua vingança se deve à influência de bruxas. Confesso que essa versão adaptada me encantou mais que a original, talvez pelo fato de fugir da realidade e se parecer mais com um conto de fadas. Como em todo conto de fadas, tudo que acontece de errado se deve às bruxas, não só o fato de Aurélia querer se vingar, como também o motivo de ela ter sido abandonada. O texto foi muito bem escrito e a leitura flui tão naturalmente que o leitor se esquece que se trata de uma adaptação. São 223 páginas de muitas revelações e apesar de o texto soar um tanto clichê, em momento algum a leitura se torna enfadonha. Como nos livros da mesma coleção anteriormente resenhados, sugiro a leitura do clássico original de José de Alencar para que seja possível identificar as diferenças e semelhanças entre as duas histórias. Mas não é necessário lê-lo para que haja entendimento desta adaptação, pode-se ler "Senhora, a Bruxa" ou qualquer outro título da coleção como uma história individual e independente dos clássicos originais, como na verdade o são.



   "As Blair nem chamavam os escolhidos de vítimas, já que nada de terrível acontecia com eles, além de serem infelizes para sempre. 
   Mas, afinal, o que era um simples coração partido em relação ao que aconteceria com elas?"



Resenha de outro livros da coleção Clássicos Fantásticos: